Mais com menos por Carlos Perches

Sobreviver, de acordo com os padrões atuais da economia, está exigindo mais de todos nós. Antes, bastava ter um emprego para se conseguir o sustento e até o progresso.

Hoje, precisamos fazer “mais” com “menos”. Isso significa: temos que produzir mais com menos recursos, para se obter a mesma coisa que antes se conseguia com a rotina diária. A palavra de ordem é: reduzir custos.

Já passamos por épocas melhores, onde o desperdício, perdas, retrabalhos, não faziam muita diferença. Agora estamos vivendo momentos de aperto, onde até os recursos naturais como a água e a energia estão escasseando.

Nessas circunstâncias, as empresas costumam tomar medidas drásticas, tais como reduzir 10% dos funcionários, cortar o cafezinho da tarde, cancelar festas de confraternização, etc. Geralmente essas medidas causam mais insatisfação do que resultados.

Está na hora de promover ações mais concretas, planejadas e participativas:

  • Avaliação de Desempenho – essa ferramenta foi muito utilizada um pouco antes e depois da virada do século. Caiu no descrédito por falta de sustentação (leia-se: falta de planejamento e organização). Resgatá-la pode ser uma boa pedida, desde que tenha como objetivo o desenvolvimento de competências.
  • P.L.R. – a aplicação dessa lei traz 2 vantagens: é um programa participativo, onde os ganhos são distribuídos somente se houver o alcance das metas, e não há incidência dos encargos trabalhistas.
  • Remuneração Variável – é uma maneira de incentivar a produtividade, com a avaliação constante do desempenho (e do empenho!).
  • Programas de Sugestão de Melhorias – podem ser feitos de várias maneiras, com o princípio de envolver os colaboradores na busca da otimização de tarefas, processos, ferramentas de trabalho e adequações ergonômicas. Buscam diminuir perdas, desperdícios e retrabalhos.
  • Terceirização – estamos em vias da regulamentação da lei, o que pode facilitar bastante essa prática. No entanto, só uma vantagem justifica seu uso: a perspectiva de ter o mesmo resultado com um custo menor. Isso só é possível quando a terceirizada sabe fazer melhor do que a contratante.

Se o momento é de crise, também é uma excelente oportunidade para investir na Gestão de Pessoas.

Carlos Perches

2018-03-05T13:33:58+00:0020/04/2015|Empreendedorismo / Self Leader|